quarta-feira, 17 de setembro de 2014

E os outros bombeiros? Saíram porquê ?


A estrutura dos bombeiros portugueses anda fazer um levantamento para saber quantos bombeiros foram obrigados a passar para o quadro de reserva pelo motivo de emigração.

Talvez estejam a querer responsabilizar o governo e a sua politica de austeridade como principal causa da grave falta de efctivo a nível nacional, escondendo a outra verdade inconveniente.

A umas décadas atrás a LBP dizia que existiam cerca de 60.000 bombeiros, mas com a existência do RNBP o número ficou nos 30.000, onde com a nova realidade se forem 25.000 já é muito, e a tendência é em piorar.

Existe a necessidade urgente de se saber o motivo que esta originar a saída abruta de efectivos a nível nacional, efetivos que custaram milhares de euros para se formarem em diversas áreas, que por motivos anormais saíram, sem que ninguém investiga-se os verdadeiros motivos da sua saída.

Muitos desses bombeiros  saíram com devida justificação, não passavam de bombeiros virtuais, uns verdadeiros parasitas do sistema, mas a grande maioria deveu-se de graves problemas estruturais internos, como: indiferença, desmotivação,  perseguições, pressões psicológicas, racismo, agressões, assédio sexual, exposições ao risco e a sua integridade física por incumprimento de normas legais, processos disciplinares sem direito a defesa, omissão de formação e progressão de carreira, imposição de horas serviço anormais, imposição de serviço fora do âmbito dos bombeiros, invasão de privacidade, etc.

Quando assistimos a perca de mais de 75% dos efetivos em vários corpos de bombeiros, que manifestaram-se contra as doutrinas dos comandos e das direções, algo muito mal anda acontecer dentro dos corpos de bombeiros, onde muitas das vezes a demissão é a única forma de sair, porque atualmente até as transferências para outro quartel sem estar a decorrer nenhum processo disciplinar, está depende-te do aval dos senhores comandante e presidentes das associações, onde muitas das vezes somente resta ao bombeiro pedir a demissão.


Existe a necessidade de se proceder a uma verdadeira investigação em saber o porquê do abandono desses bombeiros, existem registos oficiais desses bombeiros, somente basta questionar, e dar a voz a esses ex bombeiros e em muitos casos fazer-se justiça.

Autor Fénix
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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

VMER,s paradas e não só…



A situação de VMER,s paradas por falta de tripulação, como a VMER de Beja, é somente parte de um problema bastante complexo envolvendo as VMER,s e o INEM a nível nacional.

Hoje em dia as VMER são usadas um pouco para tudo, a grande parte dos serviços que essas viaturas andam a fazer diariamente são meras consultas ao domicilio, são accionadas por tudo e por nada pelos os CODU,s como ultimamente essas viaturas passaram a fazer transferências inter-hospitalar , situações que faz que esse meios de socorro fiquem indisponíveis para as verdadeiras situações de emergência.

Diariamente existem dezenas de casos onde as tripulações das ambulâncias com doentes críticos vêem-se privadas de apoio diferenciado por causa da indisponibilidade da VMER pelas situações anteriormente referidas, é uma realidade raramente denunciada, que tem colocado em causa o socorro pelo uso indevido dos meios de socorro.

Essa situação somente acontece pela má gestão INEM sobre os CODU,s a nível nacional, onde programas informáticos gerem os meios disponíveis, onde um  espirro que origine uma simples dor no peito tem critério para accionamento de VMER e outra situação é a submissão do INEM em relação ás administrações hospitalares, que usam a VMER as ambulâncias próprias do NEM e as sediadas nos corpos de  bombeiros e os helicópteros do INEM para fazer  transferências inter-hospitalar, meios que deviam estar exclusivamente aos serviço do socorro pré-hospitalar e não ao serviço das unidades hospitalar.

Enquanto não se reestruturar a política do INEM, dividindo o que é saúde pública e emergência e o que é pré-hospitalar e serviço hospitalar, situações de omissão de auxílio por viatura paradas por falta de médicos ou ocupadas em situações indevidas vai ser cada vez mais frequente em Portugal.

Autor Fénix
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terça-feira, 2 de setembro de 2014

A trabalhar de qualquer maneira.

A Ministra da Justiça encerrou vários tribunais porque não podia permitir que em Portugal existissem tribunais a trabalhar de qualquer maneira, colocando em causa a justiça portuguesa.

Mas se a linha de orientação do governo for essa, o Ministro da Administração Interna provavelmente deve seguir as mesmas orientações, encerrar quarteis de bombeiros que já alguns anos estão a trabalhar de qualquer maneira, colocando em causa diariamente o socorro á população por incumprimento de regras básica de atuação e omissão de auxílio, porque quando os cidadãos necessitam de socorro nunca existe ninguém nesses quarteis para o prestar.


È uma dura realidade cada vez mais frequente em Portugal, quarteis vazios de operacionais para socorrer a população.

Autor Fénix
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