quarta-feira, 13 de março de 2019

Oligarquia da Liga dos Bombeiros Portugueses.




A LBP não soube acompanhar a evolução da política nem a mudança da sociedade portuguesa. A LBP criada em 1930, criou os seus estatutos com orientações do antigo regime, fechou a eleição dos seus corpos sociais num bloco duro, numa oligarquia concentrado num pequeno grupo de pessoas, presidentes dos corpos de Bombeiros e elementos de comando a nível nacional, que elegem os corpos sociais da LBP, deixando de fora todos os bombeiros portugueses.

Na mesma situação estão as Federações Distritais de Bombeiros, um apêndice da LBP a nível distrital, mais uma vez a eleição das suas direcções é mais uma oligarquia, onde a direcções das FDB somente são eleitas por presidentes e elementos de comando dos corpos de bombeiros a nível distrital.

Esse sistema Oligárquico que a LBP criou, abriu uma guerra aberta entre bombeiros e LBP, os bombeiros dizem que a LBP não os representa e criaram outras estruturas representativas para serem ouvidos, a LBP em vez de mudar e criar mecanismos onde os bombeiros pudessem fazer parte da eleição dos corpos sociais e serem ouvidos, alterou os seus estatutos como uma afronta aos bombeiros, dando a si própria a legitimidade de falar nome de todos os bombeiros, sem mesmo os ouvir ou consultar, sem permitir os bombeiros participarem na sua eleição.

Alguns oligarcas desse pequeno número de pessoas que elegem os corpos sociais da LBP, preparam-se para destituir o actual presidente da LBP, mas a destituição o actual presidente da LBP em nada vai melhorar o actual sistema, que esta ultrapassado, corrupto e viciado, ou a LBP se adapta aos novos tempos e exigências, ou pode e deve, simplesmente acabar, dar lugar as novas estruturas representativas democráticas, preparadas para lidar com as novas exigências da actual sociedade e exigência dos bombeiros portugueses.   


Autor Fénix
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sábado, 9 de fevereiro de 2019

ANPC pretende pagar directamente aos bombeiros do DECIR.



Nos últimos anos tem existido algumas irregularidades no pagamento aos bombeiros que fazem DECIR por parte de alguns corpos de Bombeiros, e este ano a ANPC prepara-se para pagar directamente e por transferência bancaria aos bombeiros que fazem DECIR.

É mais uma alteração entre outras que pode acontecer este ano, onde a ANPC tem feito diversas experiências de modelos de reforço aos incêndios florestais nos últimos anos, com pré-posicionamento de meios de longa duração, com equipas mistas de diversos corpos de bombeiros, equipas de reforço nocturna etc.

Cada vez mais o DECIR está se a tornar um trabalho sazonal remunerado constituído por profissionais de diversas entidades, a pelos vistos a ANPC pretende aos longos dos anos assumir a responsabilidade contratual desses profissionais, em vez de existirem intermediários nessa contratação.
 
Autor Fénix
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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Os 300 pretorianos de Costa


A nova reestruturação que o governo quer fazer na ANPC, acabar com os actuais comandos distritais de operações e socorro e com toda a estrutura de apoio a esses comandos, e criar cinco comandos regionais e 23 sub-regionais é o culminar de uma política iniciada no fim de 2017, com o inicio da formação de 300 oficiais da GNR com formação de elementos de comando de bombeiros, administrado na ENB, que iram ocupar a grande maioria dos cargos de comando e de chefia dos comandos distritais e dos sub-regionais da nova estrutura da ANPC, deixando de fora quem comandava e chefiava anterior estrutura.

A estrutura dos bombeiros ao se perceber disso, que iria ficar totalmente subjugada à estrutura militar e as suas doutrinas, sem ninguém ligado aos bombeiros na nova estrutura da ANPC, exigiram ao governo um comando e um financiamento próprio, decretando um blackout informativo aos CDOS, deixando totalmente às escuras a ANPC.

Neste momento está instaurada uma guerra de poder institucional, uma guerra que foi planeada aos longos dos anos pelos governos socialistas e iria culminar com a criação da actual estrutura da ANPC, mas pelos vistos os bombeiros portugueses ainda tem uma palavra a dizer

Autor Fénix
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domingo, 25 de novembro de 2018

O que eu queria mesmo era o fim da LBP.



A manifestação de ontem em Lisboa, foi uma sensação agridoce, julgo que os bombeiros foram mais uma vez manipulados e usados pela LBP e de quem ela representa, os comandos e direcções,

A grande maioria dos bombeiros desconhecia por completo o que a LBP reedificava, porque muitos comandos omitiram aos seus homens o motivo dessa manifestação, alguns até tiveram a ousadia de convocar os seus homens de forma obrigatória para irem a manifestação, outros só convidaram quem quiseram e muitos dos bombeiros compareceram por iniciativa própria, a civil ou fardados, com intenção de se mostrarem indignados com muita coisa fora do âmbito dessa concentração, mesmo assim compareceram cerca de 3000 bombeiros, a uma manifestação ou concentração, com inicio e fim com hora marcada, condicionada pela abertura dos jornais dos canais televisivos, onde só teve direito a voz elementos de comando e Liga dos Bombeiros Portugueses.

Mas o que a grande maioria dos bombeiros a nível nacionais e presentes nessa manifestação, queriam mesmo era o fim da LBP e de toda a estrutura que ela representa, uma estrutura que tem levado os bombeiros quase à sua extinção, os bombeiros querem que seja criada uma nova estrutura, onde eles tenham o deireito de voto, que os defenda, a si e as suas instituições, e que sejam verdadeiramente bombeiros, cidadãos formados e preparados com recursos materiais dignos, unicamente vocacionados para o socorro das suas populações, com vencimentos dignos para os seus profissionais e incentivos apupáveis e reais para os seus voluntários, sem existência de qualquer discriminação entre bombeiros a nível nacional, enaltecendo a palavra de bombeiros em tudo ela representa em toda a sua magnitude. 

Autor Fénix
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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Ascensão de um novo sistema de socorro nacional.


O que foi aprovado no último Conselho de Ministros de 25 de Outubro, como a proposta da criação da taxa de protecção civil, é o principio da ascensão de um novo sistema de socorro nacional, centrado no estado e nos municípios.

O actual governo, que defende os ideais socialistas, e nos últimos anos tem criado políticas para assumir progressivamente o seu dever constitucional, que o socorro é um direito dos cidadãos é um dever do estado providenciar a prestação desse serviço básico, quer em tempos úteis e qualidade, e as políticas governamentais vão nesse sentido, principalmente com criação nos últimos anos da FEB (FEPC), GIPS e UME, que estão sobre a gestão do domínio da administração central, e se o estado quiser aproveitar o que já subsidia, seria indicado nacionalizar os corpos de bombeiros existentes, colocando sobre as administrações do poder local, ou seja, dos municípios, criando corpos de bombeiros mistos, englobando profissionais e voluntários como acontece em muitos países.
Autor Fénix
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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Socorro na cidade de Lisboa caótico.

Em Lisboa existem 11 quartéis de bombeiros do RSB, cerca de 7 Associações de bombeiros, uma unidade da CVP e mais os meios do INEM, mesmo assim existem situações de emergência pré-hospitalar, onde os doentes e feridos esperam mais de uma hora pelo socorro, muitas das vezes socorridos por meios dos concelhos limítrofes de Lisboa, que fazem dezenas de quilómetros para irem socorrer cidadãos dentro da cidade de Lisboa. 

A situação tem-se agravado nas ultimas semanas, e não existe actualmente nenhum surto epidémico e retenção de macas pelas unidades hospitalar que motivem essa falta de meios de socorro a nível do pré-hospitalar na cidade de Lisboa.

 Muitos doentes vêem a sua situação saúde agravada o ou mesmo falecer por falta de um socorro em tempo útil, e pelos vistos as entidades competentes e responsáveis pelo socorro da cidade de Lisboa não se estão a preocupar com a actual situação vivida pelos seus munícipes, principalmente em saber se existe necessidade de reforçar a cidade de Lisboa com mais meios de socorro ou saberem efectivamente onde andam e o que fazem os meios de socorro da cidade de Lisboa.

Autor Fénix
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domingo, 30 de setembro de 2018

Corpos de bombeiros com a justiça à perna e o fim da impunidade



Mais de umas centenas de corpos de bombeiros e bombeiros tem processos judiciais a decorrer na justiça portuguesa, quer no exercício na actividade de bombeiros como irregularidade na gestão dos corpos de bombeiros`:

-Processo que incide sobre o incêndio de Pedrógão
- Ex presidente de um corpo de bombeiros com prisão efectiva de três anos e uma indemnização ao corpos de bombeiros, por gestão danosa.
- Bombeiros e associação acusada e homicídio por negligência, por incumprimento do regulamento de transporte de doentes em situação de socorro, saída de uma ABSC com dois TAT e erros na avaliação da vítima e dos cuidados prestados, já perderam na primeira instância, uma indemnização em centenas de milhares de euros.
- Processos judiciais pelo incumprimento das leis laborais, são milhares de processos judiciais, onde normalmente os corpos de bombeiros perdem.
- Corpo de bombeiros com processo judicial por omissão de auxílio, por não ter meios para socorrer na sua área de actuação própria.
Etc.

Esses processos judiciais são um alerta para muitos os elementos das direcções, quadro de comando e quadro activo dos corpos de bombeiros a nível nacional, que o tempo de impunidade está acabar, e muitos corpos de bombeiros tem escondido dos sócios, dos bombeiros e dos seus parceiros a existência de muitos desses processos judiciais, que são uma autêntica vergonha nacional de instituições que deviam ser um exemplo do cumprimento das leis e regulamentos nacionais, processos juficiais que tem custado muitas perdas financeiras aos corpos de bombeiros, que deviam servir de alerta para esse sector, da necessidade de se cumprir regulamentos e a legislação nacional.
Autor Fénix
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Dia D para os bombeiros Portugueses.


Hoje é o ultimo dia do ultimato com 11 propostas que a LBP ao governo. As propostas foram aceites unanimemente no concelho extraordinário da LBP.

· A Diretiva Operacional Nacional: que até à data ainda não é conhecida a sua versão de rascunho para o ano 2018 o que deixa todo o setor em dúvidas sobre o que irá ser requerido dos Bombeiros Portugueses e quais as alterações profundas que tanto se anunciam.

· A Diretiva Financeira: Que no ano passado foi apresentada já depois do início da fase Bravo sem que na altura a Liga de Bombeiros Portugueses tenha contribuído para a sua construção.

· O valor compensatório atribuído aos bombeiros que integram os ECIN que atualmente é de 46 euros (valor de 2017), a proposta da LBP é que seja de 50€/24 horas. Com esta atualização o valor passaria para 2,08€ por hora de prontidão.

· Agilização dos processos de reparação e substituição de veículos dos CB garantindo a sua disponibilidade em tempo útil;

· Revisão da Tabela de Valores para a reposição de veículos acidentados ou perdidos em serviço;

· Que a Logística, alimentação e combustíveis, sejam assumidas de imediato, em todos os Teatros de Operações pela ANPC, situação que até ao ano passado era assegurado pelos Corpos de Bombeiros das aéreas atingidas pelas ocorrências. Com os atrasos de pagamento das despesas extraordinárias em 2017 muitas corporações viram-se em situações financeiras complicadas para pagar aos seus fornecedores.

· Directiva Nacional de Proteção e Socorro (DNPS): que seja declarado em vigor entre 1 de janeiro a 31 de dezembro e que garanta um dispositivo de resposta não só para as fases Bravo, Charlie e Delta mas também para quando supostamente não há o perigo de ocorrências de grande dimensão. 2017 mostrou que os grandes incêndios aconteceram fora da fase onde o dispositivo está mais musculado.

· A revisão do SIOPS

· A criação de uma Direção Nacional dos Bombeiros autónoma e independente, com orçamento próprio, capaz de dotar a estrutura de um comando autónomo dos bombeiros.

· A criação de 250 Equipas de Intervenção Permanente em todos os Corpos de Bombeiros, com priorização nos de maior índice de risco. Alteração dos regulamentos de funcionamento e da massa salarial

· Criação de comissões distritais de reequipamentos.

As propostas foram aceites unanimemente no concelho extraordinário da LBP, independentemente de algumas federações distritais de bombeiros ao longo dos últimos dias já terem a firmados a total indisponibilidade ou aceitarem tudo que vira a ser imposto no DECIF 2018.

Essa falta de coesão na estrutura dos bombeiros, quer nas federações quer na própria LBP, mostram como é tão frágil esse sector, colocando em risco qualquer negociação ou ultimato que se faça.

  Autor Fénix
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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O combate aos incêndios florestais e a NATO.





Neste momento existe uma grande contestação por parte dos bombeiros sobre as politicas governamentais que incidem sobre a protecção e o combate aos incêndios florestais em Portugal.

Essas políticas governamentais são um culminar  de outras medidas que são impostas aos nossos governantes a nível internacional, como o que a NATO impõe, que a nível da Defesa Nacional deve ser aplicado cerca 2% do PIB nacional, em vez dos actuais 1.32 do PIB aplicado pelo orçamento do estado na Defesa Nacional.

Os nossos governantes resolveram a questão do incumprimento da meta dos 2% do PIB aplicada à Defesa Nacional, com o aumento dos efectivos da GNR e a reintrodução das Forças Armadas na área da prevenção, fiscalização e no combate aos incêndios florestais.


 Já alguns anos tinha alertado que os bombeiros deviam abandonar o Ministério da Administração Interna e regressar ao Ministérios da Defesa Nacional. Mas os directores e comandantes dos corpos de bombeiros estavam mais preocupados e manter o actual rumo dos corpos de bombeiros, manter a sua sustentabilidade financeira na base de serviços fora do âmbito do socorro, abrindo brechas e deficiências operacionais, que foram aproveitadas pelas outras entidades, que investiram no profissionalismo e medidas para manter as suas forças motivadas financeiramente e psicologicamente, coisa que os corpos de bombeiros nos últimos anos não tem conseguido fazer. 

Autor Fénix
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sábado, 3 de junho de 2017

Centro de compras para os bombeiros portugueses.


Já á muitos anos se fala da criação de um centro de compras para os bombeiros portugueses. Um projeto de extrema importância, onde os bombeiros portugueses podiam comprar equipamento dentro de todas as normas legais ao melhor preço do mercado.

Os bombeiros portugueses movimentam por ano mais de 800 milhões de euros por ano, quer em combustível, equipamento e consumíveis etc.,, um mercado bastante diversificado, que é atualmente uma manta de retalhos, onde cada um compra o que quer onde quer, de preferência o mais barato, muitas das vezes comprando gato por lebre.

A existência de uma centra de compras nacional ou distrital, conseguia-se acabar com muito material que se vende sem qualquer qualidade, muito desse material é contrafeito ou em fim de vida e fora de validade, vendido sem qualquer controle, onde se pode comprar o mesmo produto muitas das vezes pela metade do preço.

O atual sistema em nada beneficia os corpos de bombeiros, porque mediantes de encomendas reduzidas não conseguem negociar melhores preços, os fabricantes e vendedores já tem alertado para a criação de uma central de compras, somente assim conseguiam fazer melhores preços, preços que variam em muito com quantidades adquiridas.

Uma centro compras não é para gerar receitas financeiras, mas sim providenciar um estoque permanente de produtos de qualidade oferecendo aos seus associados o melhor preço do mercado, podendo se estender até na aquisição de veículos de socorro, mediante as necessidades nacional anuais dos corpos de bombeiros, arranjar uma carteira de encomenda, fazendo as marcas e encarroçadores abaixar o preço por veiculo